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GCVE-110-CERTPT-2025-135938

GCVE-110-CERTPT-2025-135938
Advisory Published
Vulnetix · Advisory published July 2, 2025
## Descrição O malware BadBox é uma ameaça sofisticada que compromete dispositivos Android, incluindo Smart TV, aparelhos de streaming, tablets e projetores digitais [1]. Identificado inicialmente em 2023, o BadBox é frequentemente pré-instalado em dispositivos de baixo custo, maioritariamente fabricados na China, através de ataques à supply chain ou por intenção dos fabricantes [2]. Este malware estabelece backdoors que permitem a execução remota de código malicioso sem o consentimento - ou conhecimento - do utilizador. A variante BadBox 2.0, identificada em 2025, expandiu o seu alcance, infetando mais de 1 milhão de dispositivos em 222 países, com maior prevalência de casos no Brasil (37,6%), Estados Unidos (18,2%), México (6,3%) e Argentina (5,3%) [3]. O malware pode também ser disseminado através de aplicações maliciosas descarregadas por meios não oficiais [4]. O CERT.PT estima que no ciberespaço nacional poderão existir mais de 80.000 dispositivos comprometidos com esta tipologia de malware. ## Impacto O BadBox integra os dispositivos infetados numa botnet, facilitando a execução de atividades maliciosas como: Fraude publicitária: Geração de cliques falsos em anúncios, aumentando custos para anunciantes [1]. Proxying residencial: Uso de dispositivos comprometidos para redirecionar tráfego através de redes domésticas, a fim de mascarar atividades maliciosas [5]. Furto de credenciais: Tentativas de acesso a contas usando credenciais furtadas [3]. Ataques DDoS e disseminação de malware: Dispositivos podem ser usados para ataques de negação de serviço ou para instalar malware adicional [2]. Criação de contas falsas: Uso do dispositivo comprometido como proxy para criação de contas em diversas plataformas [4]. ## Resolução Para mitigar os riscos associados ao BadBox, recomenda-se: Verificar dispositivos conectados e tráfego de rede: Avaliar todos os dispositivos IoT na rede doméstica para detectar atividades suspeitas, como tráfego de rede incomum ou configurações do Google Play Protect desativadas [4] Evitar fontes não confiáveis: Não descarregar e instalar software, sistemas operativos e/ou firmware de fontes desconhecidas ou não confiáveis [5]. Efetuar atualizações de software: Garantir que sistemas operativos, software e firmware estejam atualizados com os patches de segurança mais recentes [2]. Desligar dispositivos suspeitos: Isolar e desligar dispositivos que apresentem sinais de comprometimento, como marketplaces suspeitos, anúncios de conteúdo gratuito desbloqueado, ou ligações a servidores de comando e controlo [1]. Usar dispositivos certificados: Optar por dispositivos certificados pelo Google Play Protect, de preferência de marcas conhecidas e confiáveis, evitando produtos de marcas desconhecidas [3].

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